chu
va
que
cai
chu
va
que
mo
lha
chu
va
que
faz
cres
cer
chu
va
que
bro
ta
chu
va
que
amo
que
en
g'a
na
e
vai
em
bo
ra
sábado, 26 de outubro de 2013
domingo, 13 de outubro de 2013
aleatório
Domingos cor de violeta. Eu seguro suas mãos e mergulho em seus olhos. E um mar meio encoberto derrama-se em maré por cima de mim... As crianças que correm nos parques estão todas escondidas. Os pássaros não desistem de cantar... mas as flores da primavera antecipam outono. E as cores de um dia indeciso vão-me invadindo. Mas no fundo, tudo é violeta. E a verdade me inebria com sua humildade. Meu sorriso é largo em gratidão. Notas de piano ecoam em meus ouvidos numa memória distante, as crianças que correm nos parques se escondem dentro de mim. Sorrisos, gritos de alegria, correrias... Eu sou o esconderijo pra tudo. E vou escondo o mundo. Trancafiando a memória de tudo... e sorrio tudo que há dentro de mim. As notas de piano entoam uma canção. Meu bem, carregar o mundo é também solidão.
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
cortina do tempo
o céu, escuro, prepara-se para a chuva
e o azul aos poucos descolore-se em breu
meu peito pulsa sanguinário caminho constante
que aos poucos quagula em saudade do amor teu
e meu desejo abranda o momento
e meus ímpares olhos se fecham em resgate
e tudo que eu tenho nesse instante
é a tua lembrança - e o trovoar ressoante
a lua preenche o céu devagar
num paradoxo de nuvens que recobrem o luar
e a escuridão toma conta de mim
porque só assim - só assim! -
as memórias se aproximam do real
e só então teus olhos
- breus e meus -
caem, dando espaço à memória
que vive sempre
e nunca dorme.
e o azul aos poucos descolore-se em breu
meu peito pulsa sanguinário caminho constante
que aos poucos quagula em saudade do amor teu
e meu desejo abranda o momento
e meus ímpares olhos se fecham em resgate
e tudo que eu tenho nesse instante
é a tua lembrança - e o trovoar ressoante
a lua preenche o céu devagar
num paradoxo de nuvens que recobrem o luar
e a escuridão toma conta de mim
porque só assim - só assim! -
as memórias se aproximam do real
e só então teus olhos
- breus e meus -
caem, dando espaço à memória
que vive sempre
e nunca dorme.
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
encontre-me no equinócio
e mudam as estações
e agora, menino, é primavera
e as flores dividem lugar com os sonhos que passam correndo a 120 km/h nessa estrada
e veja, meu bem, a bossa retorna
e cada som novo desabrocha
pétala por pétala dessa estação nova
e tuas palavras, enfim, são escutadas...
e os acordes dizem muito sobre o que se descobre.
e a chuva que cai só me lembra você
e a noite escura me lembra você
e a luz encoberta aos poucos dá espaço pra um amanhecer,
também encoberto,
que me lembra você.
e veja menino, quão boa eu sou?
de estar aqui agora satisfeita apenas olhando pro céu e lembrando, lembrando
enquanto amanhece
enquanto o coração se aquece
e apesar das saudades,
e apesar das lembranças
é quase como se, caso não houvesse espera...
em nada seria primavera.
e agora, menino, é primavera
e as flores dividem lugar com os sonhos que passam correndo a 120 km/h nessa estrada
e veja, meu bem, a bossa retorna
e cada som novo desabrocha
pétala por pétala dessa estação nova
e tuas palavras, enfim, são escutadas...
e os acordes dizem muito sobre o que se descobre.
e a chuva que cai só me lembra você
e a noite escura me lembra você
e a luz encoberta aos poucos dá espaço pra um amanhecer,
também encoberto,
que me lembra você.
e veja menino, quão boa eu sou?
de estar aqui agora satisfeita apenas olhando pro céu e lembrando, lembrando
enquanto amanhece
enquanto o coração se aquece
e apesar das saudades,
e apesar das lembranças
é quase como se, caso não houvesse espera...
em nada seria primavera.
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