quarta-feira, 6 de março de 2013

presente

fico imaginando o porquê de tudo ter acontecido desse jeito pra gente.
uma manhã chuvosa surge com um sol apagado.
a água cai sobre meus ombros. meus pés resvalam na lama que cospe meu coração.
os passos não me levam a lugar nenhum. ouço a melodia romântica com ceticismo e certa desolação.
lembro das vontades que sinto.
agarrar teus braços por trás e te puxar pra perto.
tomar um gole do teu whisky.
que tu entenda a mensagem no meu sorriso.
e imagino novamente o porquê de tudo ter acontecido desse jeito pra gente.
eu tento te amar e dizer que preciso ficar com você.
eu tento me convencer que isso tudo é só besteira e eu voltei pra adolescência.
eu lembro como era bom te ter por perto.
eu lembro que ainda sou adolescente...
percebo que a moldura que contorna tuas memórias é floral;
e uma brisa suave sopra no meu ouvido quando aquele acorde começa.
lembro do teu riso.
lembro do teu nervosismo.
de como tu se expressa mal.
e os desejos que eu sinto...
segurar tuas orelhas.
rir da tua barba.
poder dizer as coisas que eu quero
e que essas coisas sejam verdadeiras.
poder dar um sumiço em todo mundo
e que a gente se recrie um pro outro.
dizer que esse texto é pra você...
e saber aproveitar melhor os momentos
em que a gente se perde na confusão um do outro.
imagino um momento pra isso
e desejo que fosse verdade.
paro.
peço.
que seja verdade.