Eu tenho medo da madrugada gelada que me espera lá fora. Sim. Medo. Eu, uma mulher feita, formada e bem sucedida, com medo. Esparramada nos meus lençóis 180 fios de percal, numa cama king size box, com medo. Eu, com uma casa grande e bela, exuberante, com medo. Eu, com papéis me esperando em cima de uma mesa de um dos edíficios da Avenida Paulista, com medo. Eu, com 1.76, 60kg, cabelo castanho liso e longo, olhos azuis piscina e sutiã 46: com medo.
E dizer que a madrugada lá fora me amedronta. Que o barulho calmo da chuva me atormenta. Que o pio distante dos passáros me agita. Dizer que algo tão singelo é capaz de me fazer abraçar o travesseiro de penas. Dizer que o tapa-olho apeluciado não me privava de nenhum desses rivais, enquanto eu rolava de um lado para o outro, na cama, tentando me atirar no chão: em vão. A cama parecia grande de mais, imensa.
As coisas pequenas, as quais realmente importam estavam me esquivando de meu mundo pretencioso: eu tinha tudo, e assim não tinha nada. Mas que fiasco! E estou aqui agora, filosofando enquanto deveria estar dormindo. Porque afinal, dormir emagrece e também é bom para a pele. Mas não. Estou com medo. Estou sendo oprimida pela natureza! Certamente por que fui contra ela. 46 era o número do meu medo, imenso.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Poeminha do Perdão
Perdão
Díficil decisão
Se o fizesse tudo acalmaria-se, até
então,
Se eu lhe perdoasse
por ter machucado
meu coração
Você voltaria e o faria de novo?
E eu novamente? O que, perdão?
Não, acho que não
É uma palavra bonita, de fato
Mas que não combina contigo
e teus atos
Porque errôneo tu permanece
pedindo perdão,
e me esquece.
E eu em pura solidão,
com medo de ficar sem ti
em profunda depressão
acabo lhe pedindo
por perdão.
Tu vais, erra... E me pede novamente.
E eu perdoo, tomada de indecisão.
E erro, de novo, pedindo perdão.
_____________________________________
Esse poema é em homenagem a Elise, uma das minhas mais fiéis personagens.
Díficil decisão
Se o fizesse tudo acalmaria-se, até
então,
Se eu lhe perdoasse
por ter machucado
meu coração
Você voltaria e o faria de novo?
E eu novamente? O que, perdão?
Não, acho que não
É uma palavra bonita, de fato
Mas que não combina contigo
e teus atos
Porque errôneo tu permanece
pedindo perdão,
e me esquece.
E eu em pura solidão,
com medo de ficar sem ti
em profunda depressão
acabo lhe pedindo
por perdão.
Tu vais, erra... E me pede novamente.
E eu perdoo, tomada de indecisão.
E erro, de novo, pedindo perdão.
_____________________________________
Esse poema é em homenagem a Elise, uma das minhas mais fiéis personagens.
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Meu mundo é o mundo
Deposito minha esperança de criança naqueles que me surpreendem: a todos os amáveis, a todos os super-heróis, aos autênticos e intensos. Deposito a esperança de viver futuramente num mundo melhor neles. Meu mundo será construído aos poucos na essência das palavras, nos sentimentos dos corações e na beleza de uma vida limpa e simples. Será construído em cima das atitudes que me levantam, avante, em cima das vigas da humanidade, nos andaimes do conhecimento e simplicidade. Deposito minhas esperanças, dou-me minha própria alma. Construo-a baseada naquilo que acho bonito e certo, naquilo que me levanta e coloca-me na construção.
O mundo, é para lá que vou. É o que construo juntamente com outros como eu. E comigo levo todos eles, porque eles são parte de mim. O mundo é meu.
O mundo, é para lá que vou. É o que construo juntamente com outros como eu. E comigo levo todos eles, porque eles são parte de mim. O mundo é meu.
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Ódio, Aprendizagem e Morte
Odeio pessoas que opinam de mais. Falam de mais. Gritam de mais. Se acham de mais. Odeio todo o tipo de efusividade numa pessoa. Não sei conviver com isso. Me dá nos nervos.
Odeio pessoas que não tem personalidade própria. Que não tem opinião própria. Que não tem palavra própria, vida própria, consciência própria.
Odeio vencedores sem suor. Odeio nerds sem estudo. Odeio corridas sem velocidade. Odeio palavras sem sentimento. Odeio trabalho sem esforço. Odeio isso tudo.
Odeio dizer que odeio. Odeio a tal palavra, odeio. Sentimento cruel, que corrói e da nos nervos, que instiga a perdição que não deixa de ser tentação: odeio dizer que tenho ódio borbulhando dentro de mim! E odeio.
Nota Mental:
Terei que aprender.
Terei que aprender.
Odeio pessoas que não tem personalidade própria. Que não tem opinião própria. Que não tem palavra própria, vida própria, consciência própria.
Nota Mental:
Terei que aprender.
Terei que aprender.
Odeio vencedores sem suor. Odeio nerds sem estudo. Odeio corridas sem velocidade. Odeio palavras sem sentimento. Odeio trabalho sem esforço. Odeio isso tudo.
Nota Mental:
Terei que aprender.
Terei que aprender.
Odeio dizer que odeio. Odeio a tal palavra, odeio. Sentimento cruel, que corrói e da nos nervos, que instiga a perdição que não deixa de ser tentação: odeio dizer que tenho ódio borbulhando dentro de mim! E odeio.
Nota Mental:
Terei que matá-lo.
Terei que matá-lo.
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