A verdade é que não há verdade.*
Só um emaranhado de possibilidades das quais nenhuma me convenço. Não temo, pois, o engano mas sim a dispersão.
Perco-me em pensamentos com segurança, mas medo tenho de perder-me em vida, em dança, em falsa verdade dita despercebida.
Não tenho chão sequer base. Minha mente flutua no veto, voa no ar poluído perdida em pensamentos reciclados.
* Pablo Neruda
terça-feira, 16 de março de 2010
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
E como é bom...
E como é boa a realidade que nos cerca. Por mais insana, dura ou sarcástica que ela seja, ela faz a porta bater na nossa cara e mesmo assim a gente continua sorrindo!
Como é bom sorrir, como é bom saber sorrir. Porque se está sorrindo, tudo fica mais fácil, tudo fica bom e tudo se aproveita mais.
É bom relembrar o passado, revivê-lo desde que se tenha um sorriso no rosto. Um sorriso singelo, que seja... Não precisa forçar as bochechas, não precisa comprimir os olhos, não precisa precionar ou mostrar os dentes.
Não é díficil sorrir. Quer a receita? Ame tudo ao seu redor, incluindo você e estará comprovado o como é bom.
Sorrir. Internamente.
Como é bom sorrir, como é bom saber sorrir. Porque se está sorrindo, tudo fica mais fácil, tudo fica bom e tudo se aproveita mais.
É bom relembrar o passado, revivê-lo desde que se tenha um sorriso no rosto. Um sorriso singelo, que seja... Não precisa forçar as bochechas, não precisa comprimir os olhos, não precisa precionar ou mostrar os dentes.
Não é díficil sorrir. Quer a receita? Ame tudo ao seu redor, incluindo você e estará comprovado o como é bom.
Sorrir. Internamente.
sábado, 21 de novembro de 2009
Random I
Só sei que de mim não há
fronteira de que se afaste o mundo
oriente mais perto do que se sente
horizonte olhado adiante
fronteira de que se afaste o mundo
oriente mais perto do que se sente
horizonte olhado adiante
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
O Brilho e o Riso - I
Eu esperava sua chegada sentado na sacada abraçando as pernas. A ansiedade consumia-me e eu só conseguia pensar em tê-la novamente nos braços.
Balançava-me involuntariamente enquanto ouvia ao longe a explosão de risos da televisão atrás de mim, na sala. Lembrei da última vez que a vi, lembrei da alegria que dividimos... lembrei dela sorrindo-me.
Vivi claramente aquele último momento de partida. Eu, sozinho ali com o barulho da televisão, esperava-a. E esperava demais. Me dei conta que já havia esperado outras vezes, e que ela acabaria não vindo novamente. Acabei me dando conta que era mais uma ilusão. Machucado, ainda concluí que ela não deveria nem lembrar... O seu riso devia ter dissolvido qualquer mágoa e sentimento do passado. Ela não voltaria por conta do esquecimento.
Adormeci no sofá da sala, esperando por mais um dia. Mais um dia sem ela, mais um dia de espera. Tranquei-me em meu mundo, tranquei-me em meu pensamento e fiquei ali a sonhar, a esperar... a alimentar a doce e falsa ilusão. E, ao fim do dia, percebi mais uma vez que ela não voltaria.
Tive, então, que sair do meu casulo de proteção. Percorri os imensos corredores, desci quatro andares de escada. Vi a luz do dia invadir minha visão. Meus olhos arderam, desacostumados... E, então, a vida me sorriu novamente.
Balançava-me involuntariamente enquanto ouvia ao longe a explosão de risos da televisão atrás de mim, na sala. Lembrei da última vez que a vi, lembrei da alegria que dividimos... lembrei dela sorrindo-me.
Vivi claramente aquele último momento de partida. Eu, sozinho ali com o barulho da televisão, esperava-a. E esperava demais. Me dei conta que já havia esperado outras vezes, e que ela acabaria não vindo novamente. Acabei me dando conta que era mais uma ilusão. Machucado, ainda concluí que ela não deveria nem lembrar... O seu riso devia ter dissolvido qualquer mágoa e sentimento do passado. Ela não voltaria por conta do esquecimento.
Adormeci no sofá da sala, esperando por mais um dia. Mais um dia sem ela, mais um dia de espera. Tranquei-me em meu mundo, tranquei-me em meu pensamento e fiquei ali a sonhar, a esperar... a alimentar a doce e falsa ilusão. E, ao fim do dia, percebi mais uma vez que ela não voltaria.
Tive, então, que sair do meu casulo de proteção. Percorri os imensos corredores, desci quatro andares de escada. Vi a luz do dia invadir minha visão. Meus olhos arderam, desacostumados... E, então, a vida me sorriu novamente.
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